Na noite da quarta-feira, 7, um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizado na Zona Oeste do Recife. As chamas comprometeram diversos equipamentos, amostras e materiais que são utilizados em pesquisas acadêmicas. Apesar da gravidade da situação, não houve registro de feridos.
O Corpo de Bombeiros atuou rapidamente, mobilizando 25 profissionais e sete viaturas para controlar o incêndio, que se concentrou no pavimento superior do edifício, próximo à Casa do Estudante. O local abrigava laboratórios de química, biologia, farmácia e computação, além de pesquisas vinculadas ao Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.
Entre os materiais afetados pelas chamas estavam amostras de estudos que envolviam temas relevantes, como câncer, obesidade, covid-19, autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, confirmou que houve perdas significativas, destacando que a universidade perdeu uma quantidade considerável de equipamentos e amostras ligadas a dissertações e teses.
Ainda não foi identificada a causa do incêndio, e a universidade planeja investigar a origem das chamas e avaliar os prejuízos causados. Este evento marca o terceiro incêndio registrado na UFPE em um período de apenas oito dias.
No dia 30 de setembro, um incêndio havia atingido um laboratório no Departamento de Física da UFPE, com suspeitas de que as chamas tenham iniciado em um forno mufla, equipamento utilizado para aquecer substâncias a altas temperaturas. Posteriormente, no dia 4 de outubro, um novo incêndio ocorreu no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências, causando danos materiais, mas sem deixar feridos. Os três episódios foram relatados em publicações locais.