Neste domingo, 17, uma usina nuclear localizada em Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, foi atingida por um ataque com drone, resultando em um incêndio nas proximidades. O equipamento atingiu um gerador elétrico que se encontrava fora do perímetro interno da instalação, conforme informações das autoridades de Abu Dhabi.
Apesar do incidente, o governo local informou que não houve feridos e que os níveis de segurança radiológica da usina não foram comprometidos. Além disso, as autoridades garantiram que os sistemas essenciais da unidade permanecem em operação normal, assegurando a continuidade da geração de energia.
A usina de Barakah, situada na região de Al Dhafra, é uma fonte crucial para os Emirados Árabes, contribuindo com cerca de 25% da energia elétrica consumida no país. A instalação é considerada estratégica e opera sob supervisão internacional, o que reforça a importância de sua segurança em meio a tensões regionais.
O ataque se insere em um contexto de crescente Tensão no Oriente Médio, que inclui um impasse envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã. Autoridades dos Emirados relataram que conseguiram interceptar dois drones antes que penetrassem o espaço aéreo nacional, mas um terceiro drone conseguiu alcançar a área externa da usina.
Atualmente, os países envolvidos no conflito desfrutam de um período de trégua, após os EUA terem prorrogado um cessar-fogo temporário estabelecido em abril. Na semana passada, o presidente Donald Trump criticou as propostas apresentadas pelo Irã, classificando-as como "muito fracas" para um cessar-fogo permanente.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante uma reunião do Brics em Nova Délhi, expressou que qualquer iniciativa diplomática da China visando a diminuição das tensões seria bem-vinda por Teerã. Até o momento, não houve reivindicação de autoria do ataque, e o governo dos Emirados não responsabilizou oficialmente o Irã, embora tenha apontado o país como responsável por uma série de ataques com drones na região nos últimos meses.

