Inter tem zagueiro punido até retorno de Gabriel Pec aos treinos

O zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, foi suspenso pelo STJD após causar fratura na perna de Gabriel.
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O zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta terça-feira (28) até que o atacante Gabriel Pec retorne aos treinos. A decisão determina um prazo máximo de 180 dias de suspensão, em razão da falta cometida por Victor, que resultou em uma fratura na tíbia da perna esquerda de Pec durante a partida em que o Internacional enfrentou o Cruzeiro. A defesa tem a possibilidade de recorrer da decisão.

O julgamento baseou-se no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que aborda jogadas violentas. A Procuradoria do STJD apresentou um agravante, que prevê suspensão até que o jogador lesionado esteja apto a treinar, com um teto de 180 dias. O auditor-relator do caso sugeriu inicialmente uma punição de seis partidas, sem considerar o agravante, mas três dos quatro auditores decidiram aplicar a sanção mais severa.

Gabriel Pec se submeteu a uma cirurgia para tratar da fratura e sua recuperação está estimada entre três e quatro meses, período em que ele ficará fora dos campos. Após o incidente, Victor Gabriel expressou suas desculpas ao atacante nas redes sociais e demonstrou emoção durante o julgamento, afirmando: "Desde aquela noite, tem sido dias difíceis para mim. São noites em claro que oro por ele. Peço desculpas de todo o meu coração a todo o pessoal do Cruzeiro".

Este caso não é inédito para o Internacional, que já enfrentou situação semelhante no passado. Em novembro de 2011, o zagueiro Bolívar, então no clube, cometeu uma falta semelhante ao atingir o lateral Dodô, do Bahia, resultando na ruptura do ligamento cruzado anterior deste. Na ocasião, a Sexta Comissão Disciplinar do STJD aplicou quatro jogos de suspensão a Bolívar, além da limitação de 180 dias, o mesmo parâmetro que se aplica agora a Victor Gabriel.

O Internacional recorreu ao Tribunal Pleno do STJD e, em maio de 2012, a punição de Bolívar foi reduzida para quatro partidas, sem considerar o agravante. Em 2026, o clube voltou a ser julgado por um caso semelhante, mas o resultado foi diferente, evidenciando a relevância das decisões do tribunal em casos de jogadas violentas no futebol brasileiro.

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