A Polícia Federal iniciou uma investigação após a entrada de haitianos com documentação irregular no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). O grupo chegou ao Brasil em um voo fretado procedente de Porto Príncipe, onde 113 dos 115 passageiros apresentaram vistos humanitários falsificados durante o controle migratório.
Diante da situação, foi aplicada a medida administrativa de inadmissão conforme a Lei de Migração. Nesse contexto, a companhia aérea responsável deve providenciar o retorno dos passageiros ao ponto de origem. Após a decisão, todos os passageiros foram reembarcados e a aeronave aguardou autorização para decolagem ao Haiti, permanecendo no pátio do aeroporto por cerca de dez horas.
A Polícia Federal atribui o atraso a questões operacionais da companhia aérea, que contestou essa versão. A Aviatsa informou que os passageiros possuíam passaportes válidos, mas não puderam apresentar os documentos às autoridades. A empresa também afirmou que a aeronave foi mantida fechada por decisão da Polícia Federal, resultando em horas sem acesso a água e alimentação.
A investigação da Polícia Federal busca identificar os responsáveis pela falsificação dos documentos e pela organização do deslocamento irregular dos migrantes, considerando possíveis crimes relacionados à entrada ilegal de estrangeiros no Brasil. A legislação brasileira permite que estrangeiros solicitem refúgio de maneira individual, iniciando o processo pelo Sistema Sisconare.

