Na manhã de 22 de abril de 2026, a Guarda Revolucionária do Irã confirmou a apreensão de duas embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, que é uma rota crucial para o transporte de petróleo. Os navios, identificados como MSC Francesca e Epaminondas, estavam navegando sob bandeiras do Panamá e da Libéria, respectivamente, e foram direcionados para a costa iraniana.
A ação aconteceu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter estendido o cessar-fogo com o Irã no dia 21 de abril, com a intenção de facilitar as negociações de paz. Trump afirmou que atendeu a um pedido do Paquistão, que atua como mediador nas tratativas, e que a prorrogação visa garantir a continuidade do diálogo.
A Guarda Revolucionária alegou que as embarcações apreendidas estavam operando sem a devida autorização e que seus sistemas de navegação foram manipulados. Em um comunicado, o regime iraniano enfatizou que a perturbação da ordem e da segurança no Estreito de Ormuz é uma linha vermelha que não pode ser ultrapassada. Além disso, a Guarda acusou o MSC Francesca de ter vínculos com Israel.
Este incidente ocorreu após relatos de disparos contra pelo menos três navios porta-contêineres na região, conforme informações da agência marítima do Reino Unido (UKMTO) e da Reuters. O Irã tem mantido um bloqueio no Estreito de Ormuz há quase dois meses, em resposta ao conflito com os Estados Unidos e Israel, o que resultou em uma diminuição significativa do tráfego marítimo na rota que conecta os golfos Pérsico e de Omã.
De acordo com autoridades iranianas, alguns navios conseguiram a liberação de passagem mediante pagamento de um “pedágio”. Entretanto, o regime iraniano declarou que o estreito permanecerá fechado “para sempre” para embarcações dos Estados Unidos e de Israel, intensificando ainda mais as tensões na região.

