A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) acusou os Estados Unidos de revogarem a cota de ingressos que seria destinada aos torcedores do Irã para a Copa do Mundo, que terá início na quinta-feira (11) e se estenderá até 19 de julho. Em um comunicado emitido nesta terça-feira (9), a entidade expressou sua indignação com a situação, ressaltando que a medida impede os fãs de assistirem aos jogos da seleção na fase de grupos.
De acordo com o regulamento da Fifa, é previsto que cada federação receba 8% dos ingressos disponíveis para cada partida. A distribuição desses ingressos aos torcedores fica a cargo de cada federação. No entanto, a FFIRI destacou que, de forma inesperada, a cota que lhe era garantida foi retirada, o que a torna incapaz de fornecer qualquer ingresso aos torcedores iranianos.
Até o momento, não houve comentários por parte da Fifa, da federação ou das autoridades americanas sobre a questão levantada pela FFIRI. Este episódio se soma a uma série de tensões entre Irã e Estados Unidos relacionadas à participação da seleção iraniana na Copa do Mundo, que está sendo organizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México.
O “Team Melli”, como é conhecido o time nacional de futebol do Irã, foi um dos primeiros a garantir sua vaga no torneio. No entanto, sua participação foi colocada em dúvida em decorrência da guerra no Oriente Médio, que teve início em 28 de fevereiro, com a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o país. Essa situação gerou complicações adicionais, incluindo a recusa de vistos por parte dos Estados Unidos para cerca de 15 membros da comissão técnica e dirigentes, incluindo o presidente da FFIRI, Mehdi Taj.
As incertezas em relação à concessão de vistos levaram a seleção iraniana a decidir mudar sua base de treinamento, que estava inicialmente programada para Tucson, no Arizona, e foi transferida para Tijuana, no México. Essa mudança ocorre mesmo com a seleção prevista para disputar a fase de grupos nos Estados Unidos.

