O Irã tem promovido uma ofensiva digital que visa influenciar a opinião pública internacional em relação aos conflitos com os Estados Unidos e Israel. A estratégia, que envolve o uso de inteligência artificial, é utilizada para criar vídeos falsos e disseminar desinformação em redes sociais como X, Instagram, TikTok e Facebook.
Dentre os conteúdos manipulados, figuram vídeos fraudulentos de ataques que não ocorreram, como um suposto míssil atingindo a Estátua da Liberdade, em Nova York. Apesar de algumas dessas informações terem sido desmentidas, elas já haviam alcançado milhões de visualizações antes da correção. Especialistas destacam que a campanha é estruturada e contínua, com a produção de conteúdo tanto por veículos estatais quanto por contas falsas ligadas ao governo.
A ofensiva de desinformação conta com um suporte indireto de Rússia e China, que amplificam narrativas alinhadas ao Irã e criticam a atuação militar dos EUA. Embora não haja evidências de suporte militar direto, análises indicam uma coordenação entre operações de influência desses países.
Relatórios revelam que a estratégia de desinformação segue um padrão específico. Primeiramente, conteúdos distorcidos são veiculados por canais iranianos, depois replicados por influenciadores e, finalmente, impulsionados por redes automatizadas. Em um período de duas semanas, essas publicações atingiram cerca de 145 milhões de visualizações, com o TikTok sendo responsável por 72% desse volume. Apesar das tentativas de autoridades militares dos EUA e plataformas digitais de conter a disseminação de conteúdos falsos, novos materiais continuam a ser produzidos e compartilhados rapidamente.

