A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou, nesta terça-feira, 21, que destruiu uma central de dados da Amazon no Bahrein. O ataque foi caracterizado como uma retaliação às ações dos Estados Unidos contra instalações do programa nuclear do Irã.
O governo do Bahrein confirmou que sirenes de alerta foram acionadas durante a madrugada, mas não fez comentários sobre a alegação de que uma estrutura da Amazon havia sido atingida. Em um comunicado divulgado por veículos de imprensa ligados à IRGC, o grupo declarou que o ataque foi em represália às "agressões contra as instalações civis em construção em Darkhovin", referindo-se ao bombardeio norte-americano realizado no último domingo, 19, contra uma usina nuclear em construção na região.
Até o momento, a Amazon não se manifestou publicamente sobre a alegação feita pelo Irã. O Ministério do Interior do Bahrein limitou-se a informar que os sistemas de alerta foram acionados durante a madrugada, sem entrar em detalhes sobre o impacto do ataque.
Enquanto os Estados Unidos aumentam os ataques diretos ao território iraniano, Teerã intensifica suas ofensivas contra posições norte-americanas em diversas partes do Oriente Médio. Um balanço divulgado pela agência estatal iraniana Fars informou que a Guarda Revolucionária lançou, nas últimas 24 horas, mísseis e drones contra quatro bases militares no Bahrein, cinco no Kuwait e duas na Jordânia.
O governo do Kuwait relatou que bombardeios iranianos atingiram usinas de energia e dessalinização, causando danos significativos à infraestrutura civil. Autoridades locais informaram que este foi o quarto dia consecutivo de ataques, provocando incêndios em "vários locais críticos" do país.
Além disso, a IRGC também anunciou ter atacado dois navios petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, mantendo o bloqueio na principal rota marítima que é responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente.

