Na tarde desta terça-feira, 23 de junho de 2026, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) colheu o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à investigação sobre a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome. A oitiva ocorreu na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, com a presença de sua defesa e de uma equipe de agentes que permaneceu no local por cerca de 30 minutos.
A investigação gira em torno de uma pistola Glock 9mm que foi encontrada em um carro utilizado por um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão responsável pela segurança do ex-presidente. O militar, que já prestou depoimento e foi liberado, declarou que a arma estava sendo transportada para manutenção e seria devolvida a Bolsonaro após o conserto.
A defesa de Bolsonaro, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentou que a pistola estava sob a responsabilidade da equipe de segurança e que o percussor do armamento havia sido removido para torná-lo inoperante, devido a preocupações com a saúde do ex-presidente. Os advogados também informaram que a pistola foi testada e levada para reparo após a identificação de uma falha no mecanismo.
Este depoimento ocorre um dia antes do término do prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A conclusão do inquérito e o envio do material ao STF ainda dependem de uma solicitação da Corte, uma vez que o procedimento está sob a jurisdição da Polícia Civil do DF.

