Japão e Coreia do Sul estão analisando o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios de escolta ao Estreito de Hormuz, que se encontra fechado pelo Irã. A medida visa assegurar a passagem de embarcações em uma rota crucial para o transporte de petróleo, mas até o momento, ambos os países não tomaram uma decisão definitiva.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou ao parlamento que o país ainda está avaliando o que pode fazer de forma independente e dentro da estrutura legal existente. Ela mencionou que viajará a Washington para discutir o assunto com Trump, ressaltando a necessidade de uma “desescalada rápida” na região.
O governo da Coreia do Sul também informou que está considerando a solicitação dos Estados Unidos e que manterá contato próximo com Washington antes de chegar a uma conclusão. A Austrália, por sua vez, afirmou que não enviará embarcações militares para a área, uma vez que não recebeu um pedido formal para tal.
As discussões sobre o envio de navios de guerra ocorrem após a pressão de Trump sobre seus aliados para manter a rota do Estreito de Hormuz aberta. O estreito permanece fechado desde o início do mês, devido ao bloqueio anunciado pela Guarda Revolucionária iraniana, que ameaçou atacar embarcações na região. Esse fechamento impacta especialmente os países asiáticos, que são os principais compradores do petróleo transportado por essa rota.

