Javier Tebas critica FIFA e defende mudanças no futebol

O Presidente da La Liga, Javier Tebas, fez duras críticas à FIFA e ao seu presidente, Gianni.
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Após a recente conquista da Copa do Mundo, Javier Tebas, Presidente da La Liga, expressou descontentamento com a FIFA e seu líder, Gianni Infantino. Em uma entrevista à Gazzetta dello Sport, Tebas não poupou palavras e classificou a entidade máxima do futebol como um "sistema PODRE" e suas ações como uma "FARSA".

Tebas criticou a forma como a FIFA toma decisões, afirmando que as medidas são implementadas em benefício próprio, sem considerar o futebol em sua essência. Ele mencionou especificamente as pausas para hidratação durante a Copa do Mundo, alegando que essas paradas foram utilizadas como uma oportunidade para publicidade em vez de uma necessidade real. "Se eles precisam de um intervalo de 27 minutos, eles terão. As pausas para hidratação são uma FARSA", declarou o Presidente da La Liga.

Além disso, Tebas se manifestou contra a proposta da FIFA de expandir o número de seleções participantes da Copa do Mundo para 64. Para ele, essa mudança não faz sentido e ignora a importância das competições nacionais. "Já expressamos nossas preocupações sobre o calendário. Estão DESTRUINDO o futebol, que gera milhares de empregos, por um evento que dura 40 dias e envolve uma minoria de jogadores", afirmou.

O Presidente da La Liga, que ocupa o cargo desde 2013, também enviou uma mensagem direta a Infantino, sugerindo que seu tempo à frente da FIFA está se esgotando. "Acho que o tempo dele acabou. Mas ele tem o apoio do sistema, das federações. Este é o sistema, e é um sistema PODRE na sua essência", completou.

Gianni Infantino, que começou sua trajetória na FIFA em fevereiro de 2016, completou 10 anos de mandato e tem seu contrato vigente até 2027. Atualmente, ele recebe um salário anual bruto de cerca de 6 milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente R$ 25 milhões. O sucesso da Copa do Mundo de 2026, por exemplo, rendeu à entidade cerca de US$ 13 bilhões, ou R$ 66 bilhões.

As declarações de Tebas refletem uma crescente insatisfação entre os dirigentes do futebol mundial, que se sentem desconsiderados nas decisões tomadas pela FIFA. A expectativa é que essa discussão sobre o futuro das competições internacionais e a gestão do futebol continue a ganhar força nos próximos anos.

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