João Fonseca está na expectativa de reencontrar Casper Ruud, tenista que o derrotou em uma de suas melhores campanhas na temporada, já na terceira rodada do Masters 1000 de Montreal. O torneio inicia neste sábado (01) e Fonseca, classificado como cabeça de chave 22 devido às desistências de Jannik Sinner, Novak Djokovic e Carlos Alcaraz, não jogará na primeira rodada, estreando na segunda com um adversário que será definido após as fases qualificatórias no domingo (2).
A partida contra Ruud seria um reencontro, uma vez que Fonseca venceu o norueguês nas oitavas de final de Roland Garros, alcançando pela primeira vez as quartas de um Grand Slam. Para que esse duelo se concretize, Ruud precisa superar o argentino Juan Manuel Cerundolo ou o sérvio Hamad Medjedovic, enquanto o brasileiro deve garantir a vitória em sua estreia contra o tenista do qualifying. O retrospecto de Fonseca contra jogadores oriundos da fase prévia é positivo, com 16 vitórias em 25 jogos ao longo de sua carreira.
Se ambos os tenistas avançarem, Fonseca poderá enfrentar o americano Ben Shelton, atual campeão do torneio, ou o belga Zizou Bergs nas oitavas de final. Na sequência, o russo Daniil Medvedev ou o tcheco Jakub Mensik, que foi responsável pela eliminação de Fonseca em Roland Garros, podem ser seus adversários nas quartas. Alexander Zverev é apontado como um dos favoritos ao título, junto com Shelton, que venceu a competição em 2025.
Em recente entrevista ao programa CNN Esportes, Fonseca comentou as comparações frequentes com Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros e ícone do tênis brasileiro. O jovem tenista de 19 anos destacou que, no início de sua carreira, sentia a pressão dessas comparações, mas hoje busca construir sua própria trajetória. "No começo, eu me pressionava um pouco mais, tipo 'será que vou conseguir fazer como ele fez', mas atualmente eu penso em fazer minha história. Esse é meu foco, não sinto pressão de ser um novo Guga. Eu quero ser um novo João", afirmou.
Fonseca também prestou homenagens a Kuerten, ressaltando seu carisma e importância para o Brasil e o mundo do tênis. Ele expressou o desejo de alcançar ao menos uma fração do que Kuerten conquistou. Além disso, o tenista compartilhou suas ambições para o futuro, revelando que sonha em vencer um Grand Slam e se tornar o número 1 do mundo. "Parece que está perto, mas estamos muito longe ainda, tem muito a ralar e evoluir. Espero, dentro de três a cinco anos, estar lá."

