Jogador do Operário relata ofensas racistas após partida na Série B

Hildeberto, Atacante do Operário, foi alvo de injúrias raciais em jogo contra o Vila Nova. O incidente.
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O atacante Hildeberto, conhecido como Berto, do Operário, denunciou ter sido vítima de racismo após o jogo contra o Vila Nova, realizado no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia. A partida, que terminou com a vitória do Vila Nova por 2 a 1, foi marcada por um episódio violento que ocorreu ao final do confronto, quando Berto, natural de Cabo Verde, foi chamado de "macaquinho" por um torcedor.

A situação gerou uma intensa discussão entre o jogador e os torcedores presentes nas arquibancadas, culminando em uma confusão generalizada. Durante o tumulto, tanto torcedores quanto jogadores arremessaram objetos entre o campo e as arquibancadas. Um dos itens lançados, uma garrafa, atingiu o rosto do presidente do Operário, Álvaro Góes, que caiu no gramado e saiu com o nariz ferido.

Hugo Jorge Bravo, vice-presidente do Vila Nova, manifestou sua indignação e afirmou que tomará medidas para identificar os torcedores envolvidos no incidente. Ele expressou seu constrangimento pela situação e pediu desculpas em nome do clube. Por sua parte, Berto se dirigiu à delegacia local para registrar um boletim de ocorrência sobre as ofensas racistas que sofreu durante a partida.

O Operário, por meio de sua assessoria, informou que se pronunciará oficialmente após a divulgação da súmula e a formalização do boletim de ocorrência. O clube de Ponta Grossa ressaltou que o atleta está recebendo total apoio da equipe e do staff durante este momento delicado.

Na súmula da partida, o árbitro Jodis Nascimento de Souza relatou a confusão ocorrida após o término do jogo, destacando que a equipe de arbitragem já havia deixado o campo quando os tumultos começaram. Ele mencionou que o jogador número 14, Hildeberto, reportou ter sofrido ofensas raciais, e que a força policial foi acionada para acompanhar o atleta até a delegacia para que pudesse formalizar a queixa. Até o fechamento da súmula, não havia registro do boletim de ocorrência.

Este incidente reflete um problema persistente no futebol brasileiro, onde ofensas raciais ainda são uma realidade enfrentada por muitos jogadores. A situação exige um posicionamento mais firme das entidades esportivas e dos clubes para garantir um ambiente mais seguro e respeitoso para todos os atletas.

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