O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado por Lula (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF), será submetido a uma sabatina nesta terça-feira, 29 de abril de 2026, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, com início previsto para as 9h.
Para garantir sua aprovação, Messias necessita de pelo menos 14 votos na CCJ e, posteriormente, 41 votos no plenário do Senado. Ambas as votações ocorrerão de forma secreta, com a divulgação apenas do resultado final, sem a identificação dos votos individuais.
A expectativa é que a sabatina se estenda por cerca de 10 horas, com a análise do nome de Messias pelo plenário ainda no mesmo dia. A indicação, feita por Lula em novembro de 2025, desencadeou uma crise política, especialmente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que apoiava o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Esse impasse atrasou o envio oficial da mensagem ao Senado, que somente foi formalizado neste mês.
Na véspera da sabatina, o governo federal liberou aproximadamente R$ 12 bilhões em emendas parlamentares, uma ação que se alinha às estratégias do Planalto para assegurar apoio à aprovação de Messias. Além disso, o Executivo está em negociações para preencher cargos em várias autarquias, incluindo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional de Mineração (ANM), visando ampliar sua base de apoio no Senado.
A situação política em torno da indicação de Messias reflete as complexas articulações que ocorrem no cenário legislativo, onde a obtenção de votos se torna crucial para a aprovação de nomes de confiança do governo em posições estratégicas.

