A juíza do trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, que defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) o pagamento de verbas indenizatórias a magistrados, recebeu cerca de R$ 113,8 mil líquidos em dezembro, conforme dados da folha do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região.
Cláudia preside a Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT) e representou a entidade durante o julgamento da liminar do ministro Flávio Dino, que pode impactar os chamados "penduricalhos". Ela destacou que juízes enfrentam insegurança jurídica quanto a seus vencimentos e que precisam arcar com despesas pessoais, como combustível.
O valor recebido pela juíza ultrapassa o teto constitucional de R$ 46.366,19, que está atrelado ao subsídio dos ministros do STF. Esse montante pode incluir 13º salário, férias indenizadas e pagamentos retroativos, e o julgamento em curso na Corte discute quais parcelas devem ser limitadas pelo teto.
O presidente do STF, Edson Fachin, adiou para o dia 25 de março o julgamento sobre as decisões que suspendem os "penduricalhos". Fachin afirmou que uma comissão técnica está trabalhando em uma proposta conjunta sobre o assunto até que uma nova lei nacional entre em vigor.

