Julgamento da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado é adiado pelo TSE

O Tribunal Superior Eleitoral adiou o julgamento sobre o registro da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou, nesta quinta-feira (8), o julgamento referente ao registro de candidatura de Deltan Dallagnol, do partido Novo, ao Senado pelo Paraná. O caso, que estava previsto na pauta da sessão, não foi analisado e uma nova data será agendada pela Corte.

Deltan Dallagnol conquistou 2.904.594 votos no primeiro turno, o que representa 25,14% dos votos válidos, garantindo a segunda vaga do Paraná no Senado. Contudo, a validade da eleição está condicionada à decisão final do TSE sobre o registro de sua candidatura.

O processo é resultado de um recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado a candidatura por uma votação apertada de 4 a 3. O relator do caso, ministro Floriano de Azevedo Marques, já havia se posicionado contra a aprovação do registro.

No dia anterior à eleição, em 3 de outubro, Floriano determinou o indeferimento da candidatura e a anulação dos votos da chapa. Contudo, no dia da votação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão, permitindo que Dallagnol continuasse na disputa até que o plenário analisasse a situação.

A polêmica gira em torno da saída de Dallagnol do Ministério Público Federal (MPF) em 2021. Em 2023, o TSE cassou por unanimidade o registro de sua candidatura a deputado federal, alegando que ele havia deixado o cargo enquanto respondia a processos disciplinares que poderiam levar a sanções que o tornariam inelegível.

Apesar disso, para a eleição deste ano, o TRE-PR considerou que não havia evidências de que a exoneração tinha como objetivo evitar uma possível inelegibilidade e, portanto, autorizou a candidatura ao Senado. Essa decisão foi contestada no TSE, resultando no atual impasse.

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