A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar que permite a reabertura da academia C4 GYM, localizada na zona leste da capital, onde ocorreu a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após uma aula de natação. Apesar da autorização para o funcionamento das áreas secas da unidade, a piscina permanecerá interditada até que um incidente anterior seja totalmente apurado.
A decisão foi proferida pelo juiz Marcio Ferraz Nunes, da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Em sua determinação, o magistrado permite a "imediata reabertura e funcionamento das áreas secas do estabelecimento comercial". A C4 GYM confirmou a autorização para reabrir a unidade Parque São Lucas, mantendo, no entanto, a proibição de uso da piscina.
O juiz Nunes justificou sua decisão afirmando que a academia havia protocolado um pedido de regularização junto à prefeitura, o que impede a aplicação de sanções relacionadas à falta de licença de funcionamento enquanto o processo estiver em análise.
O trágico incidente que resultou na morte de Juliana ocorreu após ela e seu marido passarem mal durante uma aula de natação. Ambos notaram que a água da piscina apresentava um aspecto e gosto incomuns. Após relatar o problema ao instrutor, o casal foi encaminhado ao Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC paulista.
No hospital, a condição de Juliana piorou, culminando em uma parada cardíaca, que resultou em sua morte. O marido dela também foi internado em estado grave, mas recebeu alta no dia 15 de fevereiro. A situação gerou grande repercussão e levantou questões sobre a segurança e a qualidade da água na academia, levando à interdição da piscina enquanto as investigações continuam.

