Keiko Fujimori foi empossada como presidente do Peru nesta terça-feira, 28, em uma cerimônia realizada no Congresso do país. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2010, a nova chefe do Executivo fez um apelo à união e enfatizou que a segurança pública será a principal prioridade de sua gestão.
Em seu discurso, a presidente anunciou que as Forças Armadas assumirão temporariamente a liderança das operações de segurança nos estados que enfrentam os maiores índices de violência e criminalidade, em parceria com a Polícia Nacional. Além disso, Keiko Fujimori se comprometeu a implementar o uso de tecnologias avançadas na segurança pública, incluindo um sistema nacional de videomonitoramento e ferramentas de inteligência artificial para prever crimes.
A nova presidente também abordou a questão das mudanças climáticas, afirmando que seu governo tomará medidas urgentes para lidar com os impactos do fenômeno El Niño. Fujimori mencionou a edição de decretos de urgência e a solicitação de poderes ao Congresso para acelerar as ações de resposta, que incluirão a construção de barragens, diques, poços, canais de irrigação e sistemas de abastecimento de água.
Keiko venceu o segundo turno das eleições em 7 de junho, derrotando Roberto Sánchez, com uma margem de 49.641 votos. O resultado oficial foi anunciado em 3 de julho, e Sánchez declarou que não reconheceria o resultado, prometendo recorrer a instâncias internacionais.
Esta é a quarta vez que Keiko se candidata à Presidência e, diferente das eleições anteriores, ela não ficou em segundo lugar. A cerimônia de posse contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, que também participou da convenção do PL, onde Flávio Bolsonaro foi oficializado como candidato à Presidência.
Entre os dignitários presentes estavam o rei Felipe VI, da Espanha, e presidentes de vários países da América Latina, como José Antonio Kast (Chile), Rodrigo Paz (Bolívia), Daniel Noboa (Equador), Nasry Asfura (Honduras), José Raúl Mulino (Panamá), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai). O Brasil foi representado pelo chanceler Mauro Vieira.

