Keir Starmer reconhece falha em indicar embaixador com laços a Epstein

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, admitiu erro após nomear Peter Mandelson como embaixador em Washington, ligado a.
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reconheceu, nesta segunda-feira, 20, que cometeu um erro ao designar Peter Mandelson para o cargo de embaixador em Washington. A confissão ocorreu durante uma audiência no Parlamento, após a revelação de que Mandelson tinha ligações com Jeffrey Epstein.

Starmer expressou que se tivesse conhecimento das advertências a respeito de Mandelson, não teria feito a indicação. O ex-embaixador deixou sua função após nove meses, em decorrência das informações sobre sua relação com Epstein. Durante a sessão, Starmer afirmou que o Ministério das Relações Exteriores deveria ter compartilhado as preocupações sobre Mandelson antes da sua nomeação, alegando que houve uma "decisão deliberada" de não divulgar informações relevantes.

Apesar das críticas da oposição, o primeiro-ministro negou ter enganado o Parlamento. A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, acusou Starmer de enganar tanto o Parlamento quanto a população. O líder dos Liberal Democratas, Ed Davey, classificou a escolha como um “erro de julgamento catastrófico”.

Durante a audiência, houve um clima tenso que resultou na expulsão de dois deputados que acusaram Starmer de mentir. A situação gerou apreensão entre aliados do governo, especialmente em um momento em que a popularidade de Starmer está em declínio, com eleições locais e regionais se aproximando em maio.

Desde que assumiu o cargo em julho de 2024, o primeiro-ministro tem enfrentado desafios em impulsionar a economia e amenizar o custo de vida no país. Críticos destacam que Starmer ignorou alertas internos que indicavam o risco reputacional de nomear um aliado de Epstein. Mandelson foi demitido em setembro de 2025, após suspeitas de que teria mentido sobre sua relação com o empresário.

Documentos revelam que ele pode ter compartilhado informações sensíveis com Epstein em 2009. O ex-embaixador foi preso em fevereiro, sob suspeita de má conduta em cargo público, embora negue as acusações.

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