O presidente da LATAM Airlines Brasil, Jerome Cadier, manifestou sua oposição à reforma tributária aprovada em 2023, descrevendo as alterações como um verdadeiro "desastre" para a aviação no Brasil. Em suas declarações, feitas na quinta-feira, 23 de abril, Cadier enfatizou que as mudanças propostas têm o potencial de encarecer as passagens aéreas.
O executivo destacou que o novo modelo tributário não apenas aumentará os custos operacionais das companhias aéreas, mas também poderá levar a uma redução na demanda por viagens. Essa situação, segundo ele, comprometerá a viabilidade financeira do setor, que já enfrenta desafios significativos.
Cadier alertou que, com o aumento dos preços das passagens, muitas pessoas podem optar por não viajar, o que impactaria negativamente o número de passageiros e, consequentemente, a receita das empresas aéreas. O presidente da LATAM ressaltou a necessidade de um debate mais amplo sobre as implicações dessa reforma, que pode afetar não apenas as companhias aéreas, mas também a economia como um todo.
As declarações de Cadier refletem uma preocupação crescente entre os líderes do setor aéreo em relação à sustentabilidade de suas operações diante das novas exigências fiscais. O executivo concluiu que é essencial que as autoridades considerem cuidadosamente o impacto de tais reformas para evitar danos permanentes ao setor.
A reforma tributária, ao ser aprovada, foi vista por muitos como uma tentativa de modernização do sistema fiscal brasileiro. No entanto, a resistência de figuras proeminentes do setor, como Cadier, levanta questões sobre a viabilidade das propostas e suas consequências para o futuro da aviação no país.

