Luciana Rafagnin destaca aumento da violência contra mulheres em discurso na Assembleia

A Deputada Luciana Rafagnin (PT) lamentou o assassinato da jovem Vitória Bernardi e criticou a crescente violência.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print
Deputada Luciana Rafagnin (PT). — Foto: Deputada Luciana Rafagnin (PT).

A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) utilizou seu tempo no plenário da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (27) para expressar sua preocupação com mais um caso de violência contra a mulher registrado no estado. Durante seu discurso, a parlamentar mencionou com pesar o assassinato da jovem Vitória Bernardi, de 17 anos, ocorrido em Vitorino, no Sudoeste. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da adolescente, que, após o fim do relacionamento, teria tirado a própria vida.

Luciana Rafagnin ressaltou que essa tragédia é um reflexo de uma realidade alarmante que afeta todo o Brasil. "No Brasil, quatro mulheres morrem por dia. A cada seis horas, uma mulher perde a vida simplesmente por ser mulher", declarou. A deputada destacou que, mesmo com os avanços na luta pelos direitos e igualdade das mulheres, os índices de violência continuam a crescer.

A parlamentar enfatizou a necessidade de um compromisso coletivo para enfrentar essa situação. "É preciso que, em todos os espaços e em todos os momentos, haja comprometimento de todos para combatermos essa violência", afirmou Rafagnin.

Além disso, Luciana repudiou comentários misóginos feitos por um assessor do governo do presidente Donald Trump sobre as mulheres brasileiras, afirmando que tais declarações contribuem para a normalização da violência e a desvalorização da dignidade feminina.

Em um tom de valorização da luta feminina, a deputada exaltou a força das mulheres brasileiras e do mundo, mencionando trabalhadoras, mães, profissionais de diversas áreas, além de mulheres negras, indígenas e quilombolas que enfrentam preconceitos e desigualdades diariamente.

Ao encerrar seu pronunciamento, Luciana Rafagnin convocou a sociedade a transformar a indignação em ações concretas por justiça e igualdade. "Benditas somos todas nós, mulheres; somos metade da população e mães da outra metade. Viva as mulheres do Brasil!", concluiu a deputada.

PUBLICIDADE

Relacionadas: