Lula afirma que clubes devem buscar novas fontes de receita após fim das apostas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que os clubes de futebol precisarão se adaptar após.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (28) que os clubes de futebol devem encontrar novas formas de arrecadação após a proibição das apostas online no Brasil. Durante sua declaração, Lula enfatizou que as agremiações precisarão se adaptar à nova realidade. "Os clubes de futebol que se virem", resumiu o mandatário.

As apostas esportivas, que foram proibidas pela Medida Provisória assinada por Lula na última sexta-feira (25), representavam uma fonte significativa de receita para os clubes. De acordo com um levantamento da consultoria Sports Value, as bets geraram R$ 1,143 bilhão em patrocínios para os 20 clubes de maior receita do país em 2025, o que correspondeu a 36% das receitas de marketing desses times.

A Medida Provisória, que também encerra as operações de cassinos online e inclui modalidades como o "Jogo do Tigrinho", estabelece que os apostadores poderão sacar seus saldos até o dia 5 de outubro. Na visão de Lula, o encerramento das apostas não causará prejuízos ao futebol brasileiro, pois, segundo ele, os melhores momentos do esporte ocorreram antes da introdução dessas plataformas de apostas.

“Esse negócio da gente ter acabado com as bets não traz nenhum prejuízo para o futebol. Eu faço questão de repetir sempre o seguinte: nos melhores momentos da história do futebol brasileiro não existiam bets”, destacou o presidente.

Além disso, o governo federal adiou uma reunião que estava agendada para esta terça-feira (29) com representantes dos clubes e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O encontro tinha como objetivo discutir os efeitos da proibição das apostas sobre o esporte no país. O adiamento se deu por questões logísticas relacionadas à disponibilidade de voos para o deslocamento dos participantes.

Ainda não foi definida uma nova data para a reunião. A CBF será informada posteriormente e ficará responsável por repassar as informações aos clubes e às federações estaduais. O governo tem a intenção de ouvir as demandas do setor e discutir alternativas em face dos impactos causados pela proibição das bets, considerando que muitos clubes possuem contratos de patrocínio significativos com plataformas de apostas e foram diretamente afetados pela nova medida.

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