O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado, 29, que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1 será aprovada no Congresso na próxima semana. Em seu discurso, Lula defendeu a soberania do Brasil, destacando que, enquanto estiver no cargo, nenhum governo estrangeiro interferirá nos assuntos internos do país. Ele ressaltou que a aprovação da PEC permitirá que homens e mulheres tenham mais tempo para cuidar de suas vidas pessoais, como a família e relacionamentos.
O ato, realizado em Belo Horizonte, teve a presença de várias ministras do governo, incluindo Miriam Belchior, da Casa Civil, e Esther Dweck, da Gestão. Também participaram candidatas ao Senado, como Marília Arraes (PDT) e Eliziane Gama (PT). Os temas abordados por Lula, tanto a defesa da soberania quanto o fim da escala 6×1, estão entre os pilares de sua campanha.
Recentemente, o presidente se reuniu com os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir a PEC e outros assuntos. Durante essa reunião, ambos concordaram em dar andamento ao texto, que atualmente está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator da proposta, Omar Aziz (PSD-AM), já apresentou um relatório favorável, que foi aprovado na Câmara.
Lula foi aplaudido quando comentou sobre a questão da soberania e a nova escala de trabalho. Ele expressou sua ambição de que, ao final de um eventual quarto mandato, o Brasil seja reconhecido como um país desenvolvido e respeitado internacionalmente. O presidente reafirmou seu compromisso em dedicar cada minuto de seu tempo para garantir um futuro melhor para a juventude brasileira.
Em um apelo à participação das mulheres na política, Lula destacou que, atualmente, a presença feminina em cargos de gestão no governo aumentou de 29% para 38%, mas enfatizou a necessidade de alcançar pelo menos 50%. Sob o olhar atento da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, ele incentivou as mulheres a exercerem sua influência, considerando que são a maioria da população.
Além disso, Lula fez referência à sua mãe, Dona Lindu, sempre lembrada em seus discursos, e reiterou o compromisso de seu governo com o Pacto Nacional contra o Feminicídio. Desde a assinatura desse pacto, foram aprovadas 11 leis e emitidos quatro decretos e três portarias voltados ao combate ao feminicídio, ressaltando que seu governo tem avançado significativamente nessa área.