O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está trabalhando para estabelecer um diálogo com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, após a recente designação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. A classificação foi anunciada na quinta-feira, dia 28, e Lula busca reverter essa decisão da Casa Branca.
Em resposta à medida, Lula pediu uma análise detalhada dos efeitos que essa designação poderá ter. A solicitação ocorreu durante uma reunião de emergência com seus ministros e auxiliares. O objetivo é reunir informações do Itamaraty e do Ministério da Justiça e Segurança Pública para respaldar a aproximação com Trump sobre a questão.
O diagnóstico a ser elaborado deverá incluir uma avaliação dos impactos jurídicos, financeiros e operacionais que a classificação das facções como grupos terroristas pode causar. Embora o governo brasileiro ainda não tenha se manifestado oficialmente, os esforços para negociar a medida deverão ser realizados por meio da diplomacia. Lula considera que um primeiro passo seria uma conversa telefônica direta com Trump.
A classificação das facções como terroristas poderá complicar investigações e a cooperação internacional no combate ao crime organizado, uma preocupação já manifestada anteriormente pelo governo.
Celso Amorim, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, comentou a decisão dos EUA, enfatizando que essa classificação não deve ser usada como justificativa para qualquer intervenção no Brasil. Em sua nota, Amorim afirmou que a Segurança Pública é vital para o desenvolvimento socioeconômico e ressaltou que a cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em questões como lavagem de dinheiro e contrabando de armas.
Marco Rubio, senador americano, justificou a designação, afirmando que se trata de uma ação para proteger os interesses de segurança nacional dos EUA e negar recursos a narcoterroristas. A decisão oficial do governo dos Estados Unidos entrará em vigor a partir de 5 de junho, conforme estabelecido pela Lei de Imigração e Nacionalidade e uma ordem executiva de Trump.

