Lula confunde atual esposa com ex-mulher em evento em Belo Horizonte

Durante um ato político em Belo Horizonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu uma gafe.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Neste sábado (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu uma confusão ao se referir à sua esposa atual, Janja, como Marisa Letícia, sua ex-mulher falecida em 2017. O erro ocorreu durante um evento em Belo Horizonte, onde Lula enfatizou a nostalgia como uma estratégia de sua campanha para as próximas eleições.

"Perdi a Janja depois de 45 anos de casado", afirmou o presidente, que rapidamente corrigiu a declaração após ser avisado pelo público e por Janja, que o acompanhava. Ele acrescentou que, após momentos difíceis, Janja entrou em sua vida e o ajudou a encontrar plenitude. "Queria dizer para vocês, na frente da minha mulher e na frente de vocês, vivo meu melhor momento como ser humano na passagem pela Terra", completou.

O ato teve como foco a participação feminina na política, com a presença de ministras do governo, como Miriam Belchior, da Casa Civil, e Esther Dweck, da Gestão, além de candidatas ao Senado, como Marília Arraes, do PDT, e Eliziane Gama, do PT. Lula fez um apelo para que as mulheres votem em candidatas do seu gênero e se comprometam com as pautas que defendem os direitos femininos, ressaltando que elas constituem a maioria da população.

"Exerçam sua maioria. Deus já fez de vocês a maioria da população", declarou. O presidente também se dirigiu aos trabalhadores, questionando a defesa de interesses de ricos por parte de pessoas em situação de vulnerabilidade. Ele citou a participação das mulheres em cargos de gestão, que era de 29% no governo anterior e agora aumentou para 38%, mas ressaltou que ainda é insuficiente, com a meta de alcançar 50% ou mais.

Sob o olhar atento da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, o petista homenageou sua mãe, Dona Lindu, sempre lembrada em seus discursos, chamando-a de "a heroína da minha vida". Lula também mencionou o Pacto Nacional contra o Feminicídio, um compromisso de seu governo com os demais Poderes da República, afirmando que, desde a assinatura do pacto, foram aprovadas 11 leis e assinados quatro decretos e três portarias para combater o feminicídio, destacando que "fizemos mais do que já havia sido feito no combate ao feminicídio".

PUBLICIDADE

Relacionadas: