Neste sábado (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou contra o negacionismo climático, defendendo a adoção de políticas efetivas para enfrentar as mudanças climáticas. A declaração foi feita um dia após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trazer questões ambientais à tona durante uma entrevista no Jornal Nacional, da TV Globo.
Lula, em sua publicação no X, afirmou que a diminuição dos investimentos em ações contra as mudanças climáticas e em saneamento, juntamente com o negacionismo em relação ao aquecimento global, caracteriza um "amadorismo irresponsável de quem se propõe a governar um país". O presidente enfatizou que a política ambiental deve abranger diversas áreas e não se restringir ao saneamento básico, como sugerido por Bolsonaro.
Durante a entrevista na sexta-feira (28), Flávio Bolsonaro mencionou que os eventos climáticos extremos são meros "efeitos cíclicos" e destacou que existem "épocas que fazem mais calor". O senador também indicou o saneamento básico como a principal solução ambiental, uma visão que Lula contestou.
Lula reconheceu a relevância do saneamento, mas argumentou que é necessário um compromisso mais amplo. Desde 2023, o governo federal alocou R$ 23 bilhões para obras relacionadas a abastecimento de água, esgotamento sanitário e gestão de resíduos. Além disso, o presidente citou investimentos de R$ 3,5 bilhões destinados à reativação de projetos que, segundo ele, foram deixados de lado por administrações anteriores.
Para exemplificar a atuação do governo em resposta a eventos climáticos, Lula mencionou a criação da Sala de Situação, que visa monitorar os impactos do fenômeno El Niño até 2026. Essa estrutura recebeu R$ 1,3 bilhão e conta com a participação de representantes de 24 ministérios.
Outro ponto destacado foi a destinação de R$ 500 milhões do Fundo Amazônia, que serão usados na aquisição de equipamentos e veículos para o combate a incêndios, além do fortalecimento de órgãos ambientais como o Ibama e o ICMBio.