O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a redução de barreiras para que o Brasil possa exportar carne bovina e outros produtos do agronegócio à Coreia do Sul. O país asiático mantém forte proteção aos seus produtores locais, incluindo restrições sanitárias baseadas em padrão interno que dificultam a entrada de produtos brasileiros.
Em Seul, no primeiro dia da visita, Lula participou de um evento empresarial e assinou dez acordos bilaterais voltados ao comércio e à exploração de minerais críticos. Ao lado do ministro do Comércio, Indústria e Recursos da Coreia do Sul, Kim Jung-kwan, o presidente ressaltou a capacidade brasileira de suprir o mercado coreano, caso as barreiras sejam removidas.
Ele alertou que a carne brasileira já pode estar chegando à Coreia indiretamente, por meio de importações de outros países como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia. Lula também criticou o protecionismo e destacou a importância do multilateralismo, defendendo que acordos comerciais unilaterais não têm espaço no século 21.
Com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung, Lula formalizou parcerias comerciais e traçou um plano de quatro anos para fortalecer relações entre os países em política, economia e cultura. No último ano, o comércio entre Brasil e Coreia alcançou 10,8 bilhões de dólares, com superávit de 174 milhões para o Brasil.

