Lula orientou Daniel Vorcaro sobre venda do Banco Master, revela reunião secreta

Em encontro no Planalto, Lula aconselhou Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master, em reunião mediada.
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Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na tarde do dia 4 de dezembro, uma reunião secreta no Palácio do Planalto trouxe à tona a orientação do presidente Lula a Daniel Vorcaro, sugerindo que este não realizasse a venda do Banco Master ao BTG. O encontro, que teve a intermediação de Guido Mantega, contou ainda com a presença de Gabriel Galípolo e Alexandre Silveira. É relevante destacar que Galípolo já havia sido indicado para assumir o cargo de Roberto Campos Neto, que não foi informado sobre a agenda do encontro.

Daniel Vorcaro, que já visitou o Planalto em pelo menos quatro ocasiões, teve seu vínculo com o banco reforçado pela influência de figuras políticas como Jaques Wagner e Augusto Lima, que facilitaram a contratação de Mantega no Banco Master a pedido de Lula. A presença do presidente na inauguração da planta da farmacêutica Biomm, na qual Vorcaro era o principal acionista, também demonstra a proximidade entre eles.

O Banco Master se destacou no mercado por meio do Credcesta, um negócio bilionário que envolveu a entrega de cartões de benefício consignado, facilitada por Wagner e Rui Costa na Bahia, a Vorcaro e Lima. Recentemente, surgiram informações sobre um plano alternativo, que envolvia a transferência do banco para André Esteves a custo zero, com o apoio do FGC e do Banco Central. Contudo, Lula se opôs a essa transação.

A relação entre o Banco Master e o Partido dos Trabalhadores (PT) é evidente, especialmente pela atuação de Augusto Lima, que deixou a instituição em 2024, mas retornou de maneira informal em 2025 para auxiliar nas negociações com o governo e o Banco Central sob a direção de Galípolo.

A conexão do banco de Vorcaro com o DNA lulopetista tornou-se um ponto central nas discussões sobre sua continuidade no mercado. O apoio de agentes financeiros alinhados ao governo foi crucial, mas à medida que a situação se deteriorava, a liquidação do banco tornou-se não apenas necessária, mas urgente, em um esforço para evitar um escândalo que poderia levar Lula de volta à prisão. Aparentemente, a Polícia Federal ainda não está ciente dessa dinâmica.

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