O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou, nesta sexta-feira (14), a relevância das investigações que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Durante uma entrevista ao canal Não Inviabilize, Lula revelou que orientou a defesa de Lulinha a não solicitar o arquivamento dos inquéritos em andamento.
Candidato à reeleição em outubro, Lula expressou confiança na inocência de seu filho, mas ressaltou que apenas Lulinha conhece a verdade sobre as alegações que o cercam. O presidente mencionou que Lulinha nega quaisquer irregularidades relacionadas aos negócios com a lobista e empresária Roberta Luchsinger.
"Meu filho sabe que ele não pode fazer nada errado. Ele jura por tudo o que é sagrado que ele não tem nada. E eu acredito nele", afirmou o presidente, enfatizando sua fé na retidão de Lulinha.
Prosseguindo, Lula declarou que instruiu os advogados a não tentarem interromper as investigações, reafirmando seu apoio aos inquéritos. "Eu já disse aos advogados: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho. Quer fazer inquérito, que faça. Eu quero que ele seja investigado, não tem problema nenhum", comentou o presidente.
Lulinha é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF). Em julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu permissão para que a PF iniciasse um inquérito para apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência associadas ao Ministério da Saúde.
As investigações estão relacionadas a negócios de Lulinha com a companhia World Cannabis, que está conectada ao Careca do INSS, preso desde setembro de 2025 por suspeitas de desvios nas aposentadorias do INSS. Além disso, outras duas apurações foram abertas para investigar um possível tráfico de influência. A mais recente é de responsabilidade do ministro Flávio Dino e investiga se Lulinha tentou facilitar contratos do governo federal em favor da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda. Lulinha nega quaisquer irregularidades.