Lula pediu um debate aprofundado com a sociedade sobre os critérios de seleção dos ministros do STF e a possibilidade de implementar mandatos para esses cargos. "A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei", destacou o presidente, reforçando a necessidade de responsabilidade e transparência.
O presidente também se dirigiu aos aliados com um apelo para que concentrem esforços em alcançar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. A abstenção foi significativa, com mais de 33,4 milhões de pessoas, representando 21,08% do eleitorado apto a votar. Lula enfatizou a importância de engajar esses cidadãos e despertar seu interesse pelas eleições, ressaltando que o segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Além disso, Lula cobrou autocrítica de sua equipe, afirmando que a análise deve se concentrar nos erros internos, e não nas falhas dos adversários. "Nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer. Em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio", afirmou.
O presidente também expressou confiança em sua vitória e abordou questões relacionadas à segurança pública, afirmando que os Estados não conseguem enfrentar o crime sozinhos. "O Estado sozinho não dá conta da segurança pública", disse Lula, ressaltando a necessidade de uma abordagem integrada.
Após a reunião, Edinho Silva, presidente do PT, declarou que o segundo turno representa uma nova eleição e que Lula saberá dialogar com o Congresso Nacional. Ele caracterizou a disputa como um embate direto de projetos, enquanto José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, afirmou que a campanha buscará ampliar a votação no Nordeste e reduzir as abstenções.