A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a quebra de sigilo fiscal e bancário determinada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Senado. Essa medida foi aprovada para investigar uma suposta ligação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS".
O advogado Guilherme Suguimori, que assina o documento, argumenta que a quebra de sigilo é desnecessária, visto que Lulinha se dispõe a colaborar com a investigação e prestar esclarecimentos. A equipe jurídica reforça que Lulinha não participou de fraudes no INSS e se surpreendeu com a decisão, mas está aberta a fornecer os dados necessários para a apuração.
O caso está sob a análise do STF, com relatoria do ministro André Mendonça. A defesa também solicitou acesso aos autos relacionados à quebra de sigilo. A CPMI investiga fraudes e irregularidades em benefícios do INSS, e o nome de Lulinha foi mencionado como um possível beneficiário do esquema.
Após a votação simbólica que aprovou a quebra de sigilo, a sessão no Senado foi marcada por confusão e confrontos entre parlamentares. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, apresentou o requerimento para a quebra de sigilo, que enfrentou resistência de alguns membros da comissão.

