Uma tragédia chocou a Escócia quando uma bebê de apenas três meses, identificada como Dahlia-Rose Gartshore, morreu após ser exposta a temperaturas extremas dentro de casa. Sua mãe, Courtney Gartshore, de 28 anos, foi condenada a seis anos de prisão por homicídio culposo na última sexta-feira, 14 de outubro de 2023. O incidente ocorreu no dia 30 de setembro de 2023, em uma residência localizada na King Street, em Peterhead, Aberdeenshire.
Naquele dia, Courtney estava sozinha com a filha e havia consumido álcool antes de chamar o serviço de emergência, alegando ter encontrado a bebê sem vida. Ao chegarem ao local, os socorristas constataram que Dahlia-Rose já estava morta. A investigação revelou que a criança havia sido submetida ao calor intenso de um secador de cabelo, encontrado no quarto. Testes indicaram que o aparelho atingia temperaturas de até 90 °C na potência máxima.
Durante o julgamento realizado no Tribunal Superior de Aberdeen, foram apresentados detalhes sobre as lesões da menina, que sofria queimaduras em cerca de 18% do corpo. A investigação também encontrou material genético da bebê no bocal do secador, reforçando a ligação entre o aparelho e a tragédia.
Courtney fez a chamada para os serviços de emergência e, segundo relatos, descreveu a condição da filha, mencionando que a cabeça da criança estava roxa e a pele do corpo descascava. A acusação argumentou que a criança foi exposta a uma fonte de calor significativa e prolongada, afetando principalmente a cabeça e o corpo.
A defesa contestou se as queimaduras causadas pelo secador foram a causa da morte. Um especialista ouvido no tribunal indicou que as lesões térmicas poderiam não ser fatais e que algumas feridas poderiam ter sido infligidas após a morte da bebê. Apesar das alegações da defesa, o júri levou pouco mais de uma hora para considerar Courtney culpada.
Após a morte de Dahlia-Rose, a investigação policial avançou rapidamente, resultando na prisão de Courtney Gartshore em novembro de 2023. O caso permaneceu em investigação até o julgamento, quase três anos após a morte da criança, onde a mãe negou as acusações de homicídio culposo.