Márcio França defende Marcola durante reunião do TRE-SP

O candidato a vice de Fernando Haddad, Márcio França, elogiou Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, em.
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Márcio França, que concorre como vice na chapa de Fernando Haddad para o governo de São Paulo, fez uma defesa pública de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, durante um evento realizado na manhã desta quarta-feira, 19, na sede do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). França descreveu Marcola como "extremamente idônio e humilde", uma declaração que ocorre em meio a investigações que o ligam a uma tentativa de venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

A ligação de Marcola com o caso se dá por meio de uma mensagem da empresária Roberta Luchsinger, que é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O documento enviado por Luchsinger previa a contratação do referido medicamento por dispensa de licitação. "Posso garantir que Marcola é uma pessoa extremamente idônea e hiper-simples, humilde", afirmou França, ressaltando que as condições de vida do ex-chefe de gabinete de Lula não permitiriam qualquer tipo de irregularidade financeira.

Além disso, França comentou sobre a prática de lobby, afirmando que é comum que profissionais busquem se aproximar de pessoas influentes para conseguir vantagens. No entanto, ele não abordou informações que surgiram recentemente, indicando que Roberta Luchsinger comprou duas joias para Marcola, conforme divulgado pelo colunista Lauro Jardim.

Durante a reunião no TRE-SP, que teve como foco discutir o processo eleitoral e o "Compromisso pela Democracia", participaram também outros candidatos ao governo de São Paulo e representantes de chapas que concorrem nas eleições de 2026. O evento foi presidido pelo desembargador José Antonio Encinas Manfré.

A investigação da Polícia Federal (PF) revela que Roberta e Lulinha trocavam informações sobre negócios e contatos dentro do governo, com mensagens que indicam uma relação próxima e planos para o futuro. Em uma comunicação de março de 2024, ela mencionou que estavam operando em "outro nível" e que seus planos incluíam a Suíça. Além disso, a PF registrou repasses financeiros significativos de Roberta para Marcola, com valores que chegam a R$ 249 mil, considerando correções.

Marcola nega qualquer irregularidade em suas ações. A defesa de Lulinha declarou que se manifestará no processo assim que tiver acesso completo aos dados coletados pela PF. Por sua vez, o Ministério da Saúde afirmou que não houve possibilidade de compra de canabidiol, uma vez que o produto não está integrado ao Sistema Único de Saúde.

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