A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), se manifestou nesta sexta-feira (1º) sobre a necessidade de penas mais rigorosas para aqueles envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro. Sua declaração ocorreu durante um ato do Dia do Trabalhador realizado na Praça Roosevelt, em São Paulo.
Marina criticou a situação no Congresso Nacional, onde a proposta que visa a redução das penas para os atacantes foi discutida. "Aqueles que atacaram a nossa democracia e temem a nossa soberania estão tentando minimizar a punição com um discurso falso e hipócrita, alegando que são coitados que não sabiam o que estavam fazendo", afirmou. A ministra concluiu seu discurso clamando em alto e bom som: "sem anistia".
O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também participou do evento e comentou sobre a aprovação do PL da Dosimetria, que, segundo ele, representa um acordo em prol da impunidade no Brasil. "Eu concordo com os analistas que tenho lido que, por trás dessa derrota, há uma intenção de um grande acordo em torno da impunidade dos responsáveis por escândalos recentes", declarou.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) classificou a derrubada do veto como uma forma de anistia disfarçada. Durante a cerimônia, o relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), foi convidado a se juntar à mesa de autoridades, que incluía Haddad, Tebet e Marina Silva, mas optou por não subir ao palco.
Na votação Na Câmara, 318 deputados se posicionaram contra o veto do presidente Lula, enquanto 144 votaram a favor de sua manutenção. Já No Senado, a derrubada do veto contou com 49 votos favoráveis e 24 contrários. O projeto em questão busca a redução das penas para condenados por suposto golpe de Estado, englobando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

