O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, comentou que o ministro do STF, André Mendonça, teve que criar um "núcleo separado" na Polícia Federal e na Controladoria-Geral da União para as investigações sobre o roubo de aposentados e pensionistas. Viana fez a declaração durante uma entrevista ao programa Roda Viva.
A decisão de Mendonça ocorreu após um delegado da PF relatar que recebeu orientação de um superior para não colaborar com a CPMI. Viana destacou que, ao questionar o delegado sobre essa orientação, obteve a confirmação de que a ordem partiu de um superior presente na reunião fechada.
Após essa situação, o senador determinou a saída do delegado e outros representantes da PF. A partir desse momento, o delegado começou a colaborar com as investigações. Viana enfatizou que a partir daquele dia, a CPMI já previa dificuldades na apuração.
Diante da resistência, Mendonça formou um núcleo separado que não se comunica com os superiores e possui peritos próprios para avaliar o material relacionado às investigações. Esse núcleo é responsável por lidar com as informações que chegam à comissão.

