A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo no qual a influenciadora Cris Mourão acusa jornalistas de desejarem a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado em Brasília. Mourão alega que os profissionais estavam presentes no hospital aguardando uma possível confirmação de óbito e fez comentários sobre o assunto, embora as imagens não contenham falas que comprovem essa afirmação.
Após a veiculação do vídeo, jornalistas presentes relataram ameaças e intimidações, resultando em dois boletins de ocorrência. Um dos jornalistas alegou que seu filho foi ameaçado, enquanto outro desativou suas redes sociais. A repercussão negativa em torno do vídeo levou a críticas públicas dirigidas aos jornalistas identificados, que enfrentaram hostilidades em locais públicos, incluindo o transporte coletivo.
Cris Mourão, em seu perfil no Instagram, afirmou que sua intenção nunca foi prejudicar ninguém, mas defender quem luta pelo país. Ela também mencionou que um dos jornalistas no local teria um posicionamento favorável ao ex-presidente e fez alusão ao atentado sofrido por Bolsonaro em 2018.
Entidades representativas da imprensa se manifestaram contra as ameaças e a exposição de jornalistas, com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiando a divulgação do vídeo e a falta de verificação das informações. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também criticou a atitude de Michelle, enquanto a Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal afirmaram que é inadmissível a hostilização de jornalistas durante o exercício de suas funções.

