Ministro do STF critica dossiê da PF sobre religião e vínculos políticos

O ministro Mendonça classificou como 'abjeta' a análise da Polícia Federal que sugere vínculos políticos entre ele.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Mendonça, fez críticas a um dossiê elaborado pela Polícia Federal que levantou hipóteses sobre a não ação da Advocacia-Geral da União (AGU) em resposta a uma decisão sua. O documento sugere que haveria vínculos políticos entre Mendonça e Messias, mencionando uma suposta "Matriz religiosa comum" e apoio de igrejas evangélicas para as candidaturas de ambos ao STF.

Na análise, Mendonça desqualificou a associação feita pelo dossiê, considerando-a uma acusação "abjeta e leviana" ao empregar a religião e o suporte de instituições religiosas como justificativa para uma decisão da AGU. O ministro também criticou o fato de que o documento questionava as razões técnicas apresentadas por Messias para não atender ao pedido da PF, ressaltando que até o autor anônimo do dossiê reconheceu que a solicitação da Polícia Federal era "heterodoxa".

O dossiê em questão não se limitou a essa análise, mas explorou diversas hipóteses sobre os motivos que levaram a AGU a não atender a demanda da PF. Uma das suposições mencionadas foi a possibilidade de que o advogado-Geral da União quisesse preservar uma relação política com Mendonça, além de destacar os "gestos públicos de apoio" do ministro à indicação de Messias para o STF.

Outras explicações citadas pelo dossiê incluíam a convicção jurídica de que as medidas solicitadas não eram cabíveis, a cautela em relação a um possível confronto com um ministro do Supremo e os efeitos políticos que uma ação do governo poderia acarretar.

Messias, por sua vez, defendeu que suas decisões não são influenciadas por "amizades, afinidades ou circunstâncias pessoais", reiterando seu compromisso em priorizar a relação com o relator. Mendonça, em sua decisão, argumentou que o relatório da PF ultrapassou os limites da atividade de inteligência ao tentar avaliar decisões judiciais e comportamentos institucionais de autoridades.

Além disso, o ministro apontou que os documentos analisados realizavam um tipo de "juízo correicional" sobre a atuação de diversas instituições, incluindo a advocacia pública e a própria atividade policial. Ele também alegou que os dossiês implicaram em "monitoramento" e "coleta dirigida" sobre sua atuação e a de outros membros do governo.

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