O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou que dará amplo respaldo à Polícia Federal (PF) para conduzir as investigações envolvendo o Banco Master. A declaração foi confirmada pelo gabinete do ministro e mostra a intenção de romper com restrições impostas em casos anteriores, como ocorreu durante a relatoria de Dias Toffoli.
O caso é considerado o mais relevante na carreira de Mendonça no STF, o que justifica seu compromisso com a condução das investigações de forma rigorosa. A medida busca amenizar tensões entre o tribunal e a PF, que ficaram evidentes durante o período em que Toffoli atuava como relator.
Anteriormente, Toffoli dificultou o trabalho policial ao reter material apreendido em operações que investigam o Banco Master em seu gabinete. A situação mudaria após a corporação protocolar pedido de suspeição contra o ministro, motivado por mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, que revelavam possíveis ligações financeiras entre o empresário e Toffoli.
As investigações também incluem um contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master. Moraes tem sido alvo de críticas por sua postura em relação à PF, conforme relatos divulgados recentemente.

