Ministro do STF relata ameaça de morte em aeroporto de São Paulo

Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, compartilhou nas redes sociais ter recebido uma ameaça de morte.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

O ministro Flávio Dino, membro do Supremo Tribunal Federal, divulgou em suas redes sociais que foi alvo de uma ameaça de morte feita por uma funcionária de uma companhia aérea. O episódio teria ocorrido na manhã desta segunda-feira (18), em um aeroporto de São Paulo, quando a funcionária, ao visualizar um cartão de embarque com o nome do ministro, manifestou a um agente da polícia judicial sua vontade de ofendê-lo. Logo em seguida, ela teria afirmado que seria "melhor matar do que xingar".

Em sua declaração, Dino expressou que não conhece a funcionária e que a mesma não o conhece, ressaltando que tais declarações são consequências de sua atuação no STF. O ministro reforçou que um cidadão não deve temer agressões ao consumir serviços ou produtos, embora reconheça que o incidente pode ser um caso isolado. Contudo, ele expressou preocupação com a possibilidade de que esse tipo de comportamento se torne mais comum, especialmente em um período eleitoral.

Dino também alertou sobre a importância de monitorar a conduta de funcionários de empresas que lidam diretamente com o público, particularmente em setores que envolvem segurança e transporte. A preocupação do ministro se insere em um contexto mais amplo de hostilidade crescente em relação aos membros do STF, que tem sido evidenciada em manifestações públicas e redes sociais.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, manifestou sua solidariedade a Dino, condenando a ameaça e enfatizando a necessidade de reforçar os valores da civilidade e do respeito mútuo. Fachin destacou que o Brasil necessita de serenidade e compromisso democrático, especialmente em tempos de polarização.

Este episódio ocorre em um momento delicado para o STF, que enfrenta um dos mais altos níveis de rejeição popular em sua história, conforme apontam pesquisas recentes. A tensão entre o Supremo e o Congresso, particularmente em relação à suspensão da Lei da Dosimetria e decisões monocráticas de Alexandre de Moraes, agrava o cenário já conturbado.

Dino afirmou que não tem a intenção de expor a funcionária envolvida, mas reiterou que o caso serve como um alerta sobre o clima político e social do Brasil, especialmente a cinco meses das eleições gerais.

PUBLICIDADE

Relacionadas: