Ministro do STF suspende sessão da 2ª Turma após afastamento de diretor da PF

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal teve sua sessão cancelada pelo ministro Luiz Fux devido a.
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O ministro Luiz Fux decidiu cancelar a sessão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (8), alegando um atraso em seu voo que partia do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Essa seria a primeira sessão após o afastamento de Andrei Rodrigues, que ocupava o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, decisão acompanhada por Fux e Nunes Marques. A crise entre o STF e a PF se intensificou após o ministro André Mendonça, em 1º de setembro, ter retirado o sigilo de documentos relacionados a uma investigação que envolve Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Os documentos, que foram elaborados a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro, mostram mensagens e encontros entre ele e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. O material, classificado como Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A), foi enviado a Mendonça em 27 de agosto e contém registros de quatro contatos diferentes associados ao celular do banqueiro.

Na última quinta-feira (3), Alexandre de Moraes solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, o envio de relatórios da PF que indicariam possíveis irregularidades nas ações de Mendonça durante as operações Sem Desconto e Compliance Zero. Esse fato acirrou ainda mais as tensões entre os membros do Supremo.

Em uma ação recente, Mendonça afastou Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial, alegando a “superlativa gravidade e ilicitude” nos relatórios divulgados por Moraes. O ministro também determinou que a Polícia Federal iniciasse investigações sobre os fatos e suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência relacionados a atos constitucionais.

A decisão de afastar Andrei e Almada foi submetida ao STF, mas seu julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, o que contribui para a continuidade da crise entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal.

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