Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o ministro Dias Toffoli teria gravado de forma clandestina a sessão reservada realizada na quinta-feira (12), quando decidiu deixar a relatoria do caso envolvendo o Banco Master.
A suspeita surgiu após a divulgação de falas literais da reunião. O conteúdo também foi citado por uma colunista, na Folha de S.Paulo. À publicação, Toffoli negou ter feito qualquer registro do encontro. “Não gravei e não relatei nada para ninguém”, afirmou. “É um fato absolutamente inverídico”, completou.
O ministro ainda mencionou a hipótesa de que a gravação possa ter sido realizada por algum servidor da área de informática.
Segundo relatos, integrantes da Corte apontaram perplexidade e desconforto com o episódio. Magistrados ouvidos afirmaram que os trechos divulgados não representariam a totalidade do debate e que o material reúne passagens favoráveis ao ministro.
