Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, declarou que a nação não está em busca de conflito, mas não vai abrir mão de seus "direitos legítimos". Em um comunicado veiculado na TV estatal, ele prometeu vingança pela morte de seu pai, Ali Khamenei, e sugeriu que haverá mudanças na administração do Estreito de Ormuz.
Este pronunciamento foi o primeiro desde o cessar-fogo com os Estados Unidos e ocorreu em um contexto de escalada de tensões. Mojtaba não foi visto publicamente após um ataque que o deixou gravemente ferido, e uma mensagem escrita foi divulgada em sua conta no X.
O novo líder do regime teocrático reafirmou a intenção de buscar compensações pelos danos gerados durante o conflito e garantiu que o Irã não renunciará à vingança pela morte dos "mártires", incluindo seu pai. Ele também insinuou que a gestão do Estreito de Ormuz passará por uma nova fase.
O Estreito de Ormuz continua sob pressão, impactando o fluxo global de petróleo, dada sua importância estratégica no mercado de energia. O Irã atribui os ataques de Israel no Líbano como causadores da ruptura do cessar-fogo.
Tanto os Estados Unidos quanto Israel negam ter violado o acordo recente. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, expressou o desejo de estabelecer negociações diretas com o Líbano. Além disso, autoridades americanas planejam uma viagem ao Paquistão para discutir a situação com o Irã, com uma reunião agendada para esta sexta-feira, 10.
Mojtaba Khamenei assumiu a liderança após a morte de Ali Khamenei, que ocorreu em ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos. Esta transição de poder acontece em um cenário de crescente tensão na região, onde o Irã reafirma sua disposição de atacar bases militares americanas.

