Drones agora enfrentam uma restrição ampliada para sobrevoar a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determina um limite mínimo de distância de 1 quilômetro, a partir de uma nova avaliação técnica da Polícia Militar do Distrito Federal.
Moraes justifica a ampliação do perímetro como uma medida necessária para resguardar a intimidade, a privacidade e a segurança de Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar temporária por questões de saúde. A autorização para a Polícia Militar interceptar e apreender drones que desrespeitem essa determinação foi mantida, assim como a possibilidade de prisão em flagrante dos responsáveis.
A capacidade dos drones de registrar imagens em alta definição a longas distâncias foi apontada como uma preocupação, pois poderia comprometer a eficácia da medida e permitir monitoramento indevido da residência. A solicitação para a ampliação da restrição partiu do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que destacou ameaças à segurança relacionadas ao uso desses equipamentos na área.
Além disso, em 24 de março, o ministro Alexandre de Moraes havia concedido a prisão domiciliar de Bolsonaro por um prazo inicial de 90 dias, que se conta a partir de sua alta médica. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e está internado com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral desde 13 de março.

