Alexandre de Moraes decretou a quebra de sigilo bancário dos investigados na operação da Polícia Federal, iniciada nesta manhã, que investiga o vazamento de dados da Receita de ministros do STF e de seus familiares. O objetivo é apurar se essas informações estavam sendo comercializadas.
Além da quebra de sigilo bancário, Moraes também determinou a quebra de sigilo telemático para identificar as comunicações dos investigados. As ações da PF foram autorizadas a partir de uma representação da PGR e com o consentimento do ministro.
As investigações apontam quatro servidores públicos como suspeitos de repassar ilegalmente dados protegidos por sigilo fiscal, sendo três da Receita e um do Serpro. A quebra indevida do sigilo fiscal da esposa de Moraes e a declaração de IR do filho de outro ministro do STF estão entre as irregularidades apuradas.
Moraes também implementou medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. A Receita Federal já havia iniciado uma auditoria para investigar as suspeitas de vazamento antes da operação da PF.

