Alexandre de Moraes votou no plenário virtual pela não concessão dos recursos de sete condenados na Ação Penal 2696, que investiga tentativa de golpe de Estado. O ministro é relator da análise, realizada pela Primeira Turma do STF, onde também participam Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Os réus fazem parte do Núcleo 3 da investigação, formado por militares vinculados a forças especiais do Exército e um policial federal. Nas denúncias, eles são acusados de planejar ações, inclusive discussões sobre sequestro e assassinato do relator, além do então vice-presidente Geraldo Alckmin e do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apenas o general Estevam Theophilo teve sua condenação revertida e foi absolvido, enquanto nove militares e um policial federal foram denunciados. Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo Júnior admitiram os crimes e foram condenados por incitação à animosidade das Forças Armadas e associação criminosa, com penas substituídas por acordos em regime aberto.
Os demais condenados receberam penas entre 16 e 24 anos de prisão, em regime fechado, por crimes como organização criminosa armada, ataque ao Estado Democrático de Direito e dano contra patrimônio tombado.
