O Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) encaminhou nesta quinta-feira o pedido para que o salário do ministro Marco Buzzi seja suspenso durante o período em que ele está afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida ocorre após denúncias de conduta de importunação sexual contra o magistrado, que já teve seu afastamento cautelar determinado pela Corte.
A solicitação destaca que, em um contexto marcado por carências em áreas como saúde, educação e segurança pública, é inaceitável a destinação de verbas públicas a um servidor afastado por investigações envolvendo ilícitos graves. Além disso, o MPTCU requereu que se analise a ocorrência de quaisquer outros pagamentos ao ministro desde sua exclusão temporária das atividades institucionais.
O afastamento de Marco Buzzi foi decidido em sessão extraordinária do STJ, realizada na terça-feira, e visa investigar as acusações enquanto impede o magistrado de acessar seu gabinete ou usar prerrogativas oficiais. Uma nova reunião do Pleno está marcada para 10 de março, quando os ministros definirão o destino do magistrado após a conclusão da comissão de sindicância.
O caso envolve acusações de importunação sexual, e Buzzi apresentou atestados médicos solicitando licenças por 90 dias, além de enviar carta negando as denúncias e afirmando confiar nos procedimentos em curso para comprovar sua inocência. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acompanha as investigações, que seguem em sigilo.

