Um estudo da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) indica que o comércio e as micro e pequenas empresas serão os mais afetados com o fim da Escala 6 x 1 no mercado de trabalho. A adoção de modelos como 5×2 ou 4×3 deve gerar impactos desiguais, especialmente no setor comercial, que possui um maior número de empresas do Simples Nacional e enfrenta desafios para implementar mudanças significativas.
A Faciap destaca que a discussão sobre a jornada de trabalho não pode ignorar as particularidades do porte das empresas e do regime tributário, que influenciam diretamente os custos e a viabilidade de reorganização das escalas. O comércio é um dos maiores geradores de emprego no Paraná, com 14.401 novas contratações em 2025, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
As atividades que mais contratam tendem a ser as primeiras a sentir os efeitos de uma reforma na jornada, devido à alta rotatividade e à necessidade de cobertura de horários. O estudo enfatiza que essas características aumentam a sensibilidade operacional das empresas frente a mudanças nas escalas de trabalho.
Por fim, a Faciap ressalta a importância de um debate mais amplo com as micro e pequenas empresas antes da implementação de qualquer alteração nos modelos trabalhistas, uma vez que essas empresas são fundamentais para o emprego formal no comércio e lideram as contratações no estado. A análise conclui que a reforma da jornada afetará especialmente essas empresas, que concentram o fluxo de admissões e têm menor capacidade de reorganização.

