Mudanças políticas na Colômbia e no Peru sinalizam o fim da ‘onda rosa’

As recentes vitórias de Abelardo de la Espriella na Colômbia e de Keiko Fujimori no Peru indicam.
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A eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia marca uma reviravolta significativa no panorama político da América do Sul, sinalizando a diminuição da chamada "onda rosa". Este termo refere-se ao ciclo de ascensão dos governos de esquerda na região, que, desde os anos 2000, tem sido caracterizado por líderes como Hugo Chávez, Lula da Silva, Néstor Kirchner e Evo Morales, que chegaram ao poder por meio de processos eleitorais considerados democráticos.

A vitória de Espriella se junta à recente eleição de Keiko Fujimori no Peru, o que resulta em um aumento da presença de governos conservadores e de direita no continente. Essas duas conquista alteram o equilíbrio político na América do Sul, reduzindo a influência dos partidos de esquerda em nações estratégicas.

Com essa nova configuração, a direita agora governa a maioria dos países sul-americanos, incluindo Argentina, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Bolívia e Colômbia. Em contrapartida, a esquerda continua no comando de nações como Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana e Suriname.

Esse movimento se dá em um contexto de desgaste dos governos progressistas na região. Nos Estados Unidos, a troca de Joe Biden por Donald Trump também reflete essa mudança. No México, há um crescimento da insatisfação popular em relação a temas como segurança e economia, o que levanta questões sobre a continuidade do projeto político de Andrés Manuel López Obrador e sua sucessora, Claudia Sheinbaum.

No Brasil, o presidente Lula da Silva enfrenta um aumento nas taxas de desaprovação, em meio a críticas que envolvem a economia, o custo de vida, a crise fiscal e a violência urbana. Esse cenário é analisado com atenção por especialistas, que percebem um ambiente menos favorável à esquerda do que o registrado no início da década.

A eleição na Colômbia possui um significado simbólico importante, uma vez que a ascensão de Gustavo Petro ao poder, em 2022, foi considerada um marco histórico para a esquerda no país. Entretanto, a recente derrota de seu grupo político representa um dos maiores reveses para o campo progressista na América Latina nos últimos anos.

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