Nigel Farage deixa cargo no Parlamento do Reino Unido em meio a investigações

O líder do partido Reform UK, Nigel Farage, renunciou ao seu cargo de parlamentar, enfrentando investigações sobre.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Nigel Farage, líder do partido Reform UK e figura proeminente na campanha que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia, anunciou sua renúncia ao cargo de parlamentar nesta terça-feira, 7. A decisão ocorre em um contexto de investigações que apuram a falta de prestação de contas relacionada a doações feitas durante sua campanha nas eleições gerais de 2024.

As autoridades estão analisando uma possível omissão de uma doação de £ 5 milhões, realizada por Christopher Harborne, um empresário do setor de criptomoedas. Além disso, Farage também enfrenta investigações sobre doações não declaradas recebidas de George Cottrell, um de seus aliados mais próximos.

Farage, conhecido por sua postura conservadora e frequentemente rotulado como parte da extrema-direita pela mídia britânica, ganhou notoriedade ao liderar o movimento do Brexit, que foi aprovado em um referendo realizado em 2016. A saída oficial do Reino Unido da União Europeia se concretizou em 2020.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o político negou quaisquer irregularidades e afirmou que sua renúncia visa permitir que os eleitores avaliem sua conduta. "Não fiz nada, não violei absolutamente nenhuma lei", declarou. "O povo deveria ser o juiz das minhas ações."

Durante seu pronunciamento, realizado na sede do Reform UK em Westminster, Farage também revelou sua intenção de concorrer em uma eleição suplementar para tentar retomar o mandato. Ele descreveu essa eleição como uma disputa entre o povo e o establishment, ressaltando a importância de sua candidatura. "É uma oportunidade de mandar todo o establishment, francamente, para aquele lugar", destacou.

O político continuou a afirmar que a vitória do establishment seria uma derrota para o povo britânico, alertando que, se isso ocorrer, a Grã-Bretanha enfrentará um futuro sombrio. "Se eu perder, eles vencem", afirmou. "Se eles vencerem, você perde e, se você perder, a Grã-Bretanha ficará para sempre destruída e nada mudará. Nós prevaleceremos."

PUBLICIDADE

Relacionadas: