Nova fase da Operação Compliance Zero foca em agentes da PF ligados ao Banco Master

Na manhã de 14 de maio de 2026, agentes da Polícia Federal foram alvos da 6ª fase.
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Foto: Foto: Reprodução/PF.

Na manhã de 14 de maio de 2026, a Polícia Federal (PF) deu início à 6ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvo integrantes da própria corporação. As investigações concentram-se em esquemas que favorecem Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Agentes da PF estão sendo investigados por possíveis colaborações em atividades ilícitas relacionadas ao banqueiro.

O ministro André Mendonça, que atua como relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de uma delegada da PF, alvo de busca e apreensão, além da prisão de um agente ativo sob suspeita de ter vazado informações para o grupo associado a Vorcaro. A operação também atingiu dois policiais federais aposentados, que foram alvos de buscas nesta manhã.

A nova fase da Operação Compliance Zero se concentra nos núcleos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, que, segundo a PF, são estruturas utilizadas por Vorcaro para realizar crimes como intimidação, coerção e invasão de dispositivos informáticos. As investigações revelam que esses grupos tinham acesso a dados do Ministério Público Federal (MPF) e da própria PF, além de informações de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.

A PF encontrou evidências de que Vorcaro teve acesso prévio a informações sobre diligências da investigação. Além disso, o proprietário do Banco Master mantinha registros sobre autoridades e procedimentos policiais em andamento, o que levanta preocupações sobre a segurança das informações. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro, é apontado como coordenador operacional do núcleo “A Turma” e teria realizado consultas em sistemas restritos, utilizando credenciais de terceiros para obter informações sigilosas.

Durante a operação, Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi preso em Belo Horizonte. Ele é suspeito de ter se beneficiado de desvios financeiros do Banco Master por meio de operações fraudulentas em fundos de investimento. Henrique também ocupa a posição de diretor-presidente do Grupo Multipar, que está sendo investigado por manter relações financeiras com a instituição de Daniel Vorcaro.

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